Inpa promove II Ciclo de Oficinas Educativas do “Pirada”
Na próxima terça-feira, 23, o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), por meio do projeto “Pirada”, iniciará o II ciclo de oficinas educativas sobre os grandes bagres migradores da Amazônia. As oficinas têm a finalidade de divulgar em escolas estaduais de ensino médio os resultados das pesquisas do projeto “Pirada” realizadas no laboratório temático de biologia molecular, onde o principal o objetivo é estudar a genética populacional dos grandes bagres migradores da região-Piramutaba Brachyplatystoma Vaillantii, Piraíba duas espécies: B. filamentosum e B.capapretum e a Dourada B. Rousseauxii.
Entre essas espécies ocorre uma das maiores migrações para peixes de água doce do mundo. Uma pequena parte do nome de cada espécie riginou o título do projeto (PIRA de PIRAmutaba e PIRAíba e ADA de dourADA).O ciclo de oficinas do projeto é uma atividade que visa promover uma interatividade entre o Inpa e a comunidade escolar.
Durante o período de 24 de setembro a 23 de outubro, em parceria com a Secretaria do Estado de Educação do Amazonas (Seduc), o ciclo de oficinas visa divulgar as ações do projeto “Pirada” em escolas de nove municípios do interior do Estado do Amazonas. Estas cidades estão localizadas ao longo do rio Solimões (Tabatinga, Tefé, Careiro da Várzea, Cacau Pirera, Iranduba, Manaus e Itacoatiara), do rio Juruá (Eirunepé), do rio Purus (Boca do Acre) e do rio Madeira (Manicoré) onde a atividade pesqueira dos grandes bagres migradores está presente mais intensamente.
Para as escolas, foi elabora uma programação didática especial, com a finalidade de integrar a diversão ao aprendizado. Além das oficinas, os resultados das pesquisas também serão apresentados aos alunos por meio da aplicação do jogo Piradados. Desenvolvido pelo projeto, o jogo apresenta aos estudantes, de maneira descontraída, como os bagres realizam seu ciclo de vida na Amazônia. O Piradados tem sido uma ferramenta importantíssima no processo de difundir as informações sobre a genética dos bagres migradores obtidas pelo projeto “Pirada”, através de um método divertido, os estudantes aprendem brincando como ocorre a migração destes peixes.
O projeto conta com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Os interessados no ciclo de oficinas podem entrar em contato por meio do telefone: (92) 3643- 3347, ou pelo site: http://www.pirada.org. A abertura do evento ocorrerá no próximo dia 23 de setembro no bosque da ciência, localizado na Av.André Araújo, nº2936, Petrópolis.