“Pirada” inicia o II Ciclo de Oficinas Educativas em Boca do Acre.
Na ultima quarta-feira, 24, a equipe do projeto “pirada”, em parceria com a Secretaria do Estado de Educação do Amazonas (Seduc), deu início as atividades do 2º ciclo de oficinas sobre os grandes bagres migradores da Amazônia, no município Boca do Acre. As oficinas têm a finalidade de divulgar em escolas estaduais de nove municípios do interior do Amazonas os resultados das pesquisas do “Pirada” realizadas no laboratório temático de biologia molecular do Inpa. O projeto conta com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O objetivo do projeto é estudar a genética populacional dos grandes Bagres Migradores da região – Piramutaba, Piraíba e a Dourada. Entre essas espécies ocorre uma das maiores migrações para peixes de água doce do mundo. Uma pequena parte do nome de cada espécie originou o título do projeto (PIRA de PIRAmutaba e PIRAíba e ADA de dourADA).O ciclo de oficinas educativas é uma atividade que visa promover uma interatividade entre o Inpa e a comunidade escolar.
A equipe do “pirada” visitará escolas estaduais de nove municípios do interior do Estado do Amazonas. Estas cidades estão localizadas ao longo dos rios Solimões (Tabatinga, Tefé, Careiro da Várzea, Cacau Pirera, Iranduba, Manaus e Itacoatiara), Juruá (Eirunepé), Purus (Boca do Acre) e do rio Madeira (Manicoré) onde a atividade pesqueira dos grandes bagres migradores está presente mais intensamente.
Para as escolas, foi elabora uma programação didática especial, com a finalidade de integrar a diversão ao aprendizado. Além das oficinas, os resultados das pesquisas também serão apresentados aos alunos por meio da aplicação do jogo Piradados. Desenvolvido pelo projeto, o jogo apresenta aos estudantes, de maneira descontraída, como os bagres realizam seu ciclo de vida na Amazônia. O Piradados tem sido uma ferramenta importantíssima no processo de difundir as informações sobre a genética dos bagres migradores obtidas pelo projeto “Pirada”, através de um método divertido, os estudantes aprendem brincando como ocorre a migração destes peixes.